Sábado eu fiquei um pouco distraída, pois fiz uma festinha surpresa pro meu marido. Só que ele folgou no dia e minha ideia de surpreende-lo depois do trabalho foi pro beleléu. Acabei tendo que contar pra ele da festa. Foi bom que ele me ajudou.
Decidimos não contar nada ainda pra família extensa sobre nosso processo de adoção, e só contar após habilitados. No meio da festa desci para pegar os muffins e fui surpreendida pela minha tia me abraçando e dizendo: "Ahhhn, então tem alguém querendo ser mamãe, né? " Arregalei os olhos, olhei pra minha mãe, mas ela não esboçou nada. Estranhei, se ela não contou, quem contou? Eu tentei fugir com os bolinhos mas as perguntas começaram. Eu falei sobre os fatos: crianças devolvidas, fases que a criança passa ao ser adotada, como adotar irmãos ajuda, e aproveitei pra perguntar como ela tinha feito para adotar minha prima. Mas naquela época tudo era bem diferente. Não tinha metade do que tem hoje.
A conversa mudou, e eu aproveitei para levar os bolinhos lá pro terraço, onde estava a maioria das pessoas.
Mas na verdade, ela foi super receptiva, ficou feliz pela nossa decisão. Eu vou ser sincera, nem havia pensado qual seria a posição dos outros em relação a isso. Eu estou tão certa do que estou fazendo que em momento algum pensei como os outros iriam reagir. E quando fui diagnosticada com Trombofilia, que o médico aconselhou a não ter filhos, adoção já foi comentada na família e houve boa recepção, então pra mim meio que já estava falado.
Mais tarde fui saber que quem tinha contado tinha sido meu próprio marido. Ela perguntou a ele, porque viu que eu havia confirmado minha presença numa palestra de adoção, aí quando ela disse que viu, ele contou tudo logo. E ele disse que ela fazia todas as perguntas, como se já fosse a psicóloga ou assistente social. kkkkkk. Foi bom pra ele praticar.
Falando em praticar... Sexta-feira a noite praticamos as possíveis perguntas dentro do carro enquanto voltávamos do shopping. Acho que vai dar tudo certo. Ele tá respondendo tudo com o coração e está me mostrando que está entendendo perfeitamente o cenário da adoção. Ele sabe que nada vai ser um mar de rosas e que vai dar trabalho sim. Ele também sabe que vamos ter que nos distanciar um pouco já que não seremos mais só nós dois. Por um lado vamos nos ver menos, por outro, vamos ter uma família juntos, realizando o meu sonho e o dele.
E vocês? Como contaram para a família de vocês? Quando foi? E qual foi o retorno?
Oie!
ResponderExcluirMinha família ficou um pouco dividida. Minhas irmãs me deram total apoio. Minhas tias - que me criaram - disseram que se dependesse delas, eu teria um bebê pelo método convencional, rs. Meu pai não gostou da ideia.
Na família do meu marido, a aceitação foi maior.
Mas, como você disse, temos convicção da nossa escolha, então a opinião dos outros não influencia.
Bjos!