Foi-se perguntado há quanto tempo esperaram por quela entrevista e nessa hora ficamos bem quietinhos. O Eduardo e a Luciene disseram 4 anos - Agora me diz uma coisa... Quem é que fica 4 anos esperando uma entrevista e não corre atrás pra saber o que está havendo?- um casal disse 1 ano e blau mas a grande maioria era da mesma época, exatamente como a minha previsão.
Então começou um joguinho de lembrar o nome das pessoas, era colocar o nome e um adjetivo com a mesma letra do nome. Eu fiquei perdida porque a Juliana (psicóloga) tinha a mesma inicial que a minha. Aí ficou difícil. O Bi disse Fabiano família e eu disse Júlia juventude, não eram adjetivos, mas tudo bem.
Aí começou a explicação do processo, como tinha acontecido até então:
- Documentos;
- Equipe Técnica: 2 dias de curso + Entrevistas Psicológicas + Entrevistas do Serv.Social + Visita Domiciliar = Laudo
- MP
- Juíza
- Certificado
Aí veio a parte que eu não sabia:
- Ligação que encontrou as crianças
- Passa a historia delas bem por alto e pergunta se quer conhecer
- Conhece elas no meio das outras, sem elas saberem
- Vai ao fórum e diz que continua interessado
- Lê todo o arquivo dessas crianças
- Começam as visitas só pra elas
- As crianças vão ter também uma preparação para que isso possa ser mútuo.
- Na aproximação podem haver passeios, pegar fim de semana e devolver segunda, esse tipo de coisa.
- É liberada a guarda provisória
- É pedida a adoção
Ou seja, explicaram tintin por tintin. Depois começou uma dinâmica de grupo onde tiraríamos um papel com um mito da adoção e tínhamos que discutir. Eu peguei a pegadinha, claro. O 1% é sempre meu, né? O meu dizia que a motivação era a chave pro sucesso da adoção e era pra dizer que a preparação fazia parte também. Mas eu não me saí mal. Eu falei sobre ter a motivação errada como pode prejudicar. Bi disse que eu me saí bem. O dele falava sobre as crianças serem problemáticas. Ele também se saiu super bem.
Pra finalizar, um desenho. Tínhamos que fazer um desenho e passar pra pessoa da direita toda vez que ela batesse palma.
O do Bi como ficou
O meu como ficou
A ideia disso era relembrar o tempo de criança, as brincadeiras, os desenhos. E fazer uma analogia a vida. Como planejamos algo e nem sempre no fim as coisas saem como imaginamos. Também ali percebi que tinham desenhos que chegavam pra mim que eu não sabia o que fazer, assim como situações que caem nas nossas mãos e não sabemos o que fazer. Esse foi muito interessante.
Na saída, fiquei meio frustrada porque ninguém falou que queria falar conosco no final nem nada, deixaram a gente ir. O Bi ficou pra trás dando tchau pra todo mundo e eu comecei a sair. Boa jogada dele! O Leonardo (assistente social) veio atrás da gente perguntando se nós éramos o casal que trocou de perfil pra três crianças e nos perguntou qual o melhor horário pra fazer as entrevistas, pra poder adiantar. Eu respondi que qualquer momento, que estávamos disponíveis pro momento que eles quiserem, no horário que puderem. "Até hoje, agora, ou amanhã. Se quiser fazer essa semana toda de entrevista pode ser." Mas ele disse que só poderia ser depois do segundo dia de curso (Aham... Sei...). Então basicamente ficou programado pra semana que vem.
Ufa! Significa que a juíza realmente falou com eles. De noite encontrei num site de busca ativa os nossos 3 brigadeirinhos sendo oferecidos. Era uma pessoa que só estava divulgando, eu entendo, mas foi muito feio da parte deles. O Bi chorou e tudo e eu disse que vamos lutar por eles.
Escrevi pra juíza contando como foi tudo e depois não me aguentei e perguntei:
Ela visualizou mas não respondeu. Enfim, torcendo aqui. Dedos cruzados! São nossos! Se são fofos, são nossos. Devem ser crianças ótimas e ainda tem as idades perfeitas. Queremos muito!




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