sexta-feira, 2 de setembro de 2016

1 semana

Hoje faz uma semana que demos o primeiro passo.
Desde então já pude imaginar ter filhos na maioria das minhas situações do dia a dia. Como vai ser fazer mercado, ir no banheiro, almoçar, assistir TV com eles.
Já escolhemos alguns nomes que ambos gostamos. Queremos ter uma lista disponível ao invés de apenas um nome. Não sei se está completo, mas a lista é mais ou menos esta:
Meninos: Lucas, Felipe, Matheus, Daniel, Gustavo, Eric (acho que este está na lista)
Meninas: Beatriz, Bianca, Priscila, Yasmin, Hannah, Jade, Isabela.

Alguns dias atrás um conhecido meu que também está querendo adotar me falou pra entrar no Grupo de Apoio no Facebook. Entrei, já li muita coisa, muita experiência legal. E anteontem tive coragem de postar algo. Fiz uma pergunta sobre experiencias de quem já adotou trio.
Pra minha surpresa, as histórias de trio são mais bem sucedidas. Todos passam por muitas emoções diferentes antes, mas quando o trio chega, tudo vale a pena. E a adaptação me pareceu mais tranquila também porque estão todos juntos.
Ontem uma mãe me ofereceu ajuda pra tirar minhas dúvidas, uma vez que ela tinha adotado trio recentemente. Eu perguntei sobre a questão financeira, se por ser trio tinham feito perguntas diferentes. Mas ela disse que foi tudo muito tranquilo. Que uma vez no CNA (na famosa fila) ela aguardou apenas 4 meses. Fiquei esperançosa e animada.

 Os sentimentos que estou tendo são parecidos com uma montanha russa, e olha que ainda está bem no início do processo. Mas ontem uma moça escreveu no meu tópico avisando que tinha um trio disponível na busca ativa. Por um momento me senti tão despreparada. Sem habilitação eu sabia que não podia adotar aquele trio específico, mas me passou um pouco da adrenalina de um É AGORA. Pensei que a casa ainda não estava preparada para recebê-los, que minha estrutura financeira ainda estava aos trancos e barrancos, que não temos nem cadeiras o suficiente para acomodar crianças.
Então entendi a razão pelo qual precisamos todas ter esse tempo. Que não dá pra decidir de um dia pro outro. Chegar na porta do abrigo e trazer as crianças logo. Precisamos do tempo de reflexão, do tempo até de despedida (porque sua vida não será mais a mesma), do tempo de organização física e mental, e quando você perceber... BUM! Já está na fila. 1 ano passa muito rápido quando se tem tanto a fazer.

Nós queremos colocar as crianças para fazer algum esporte. Futebol, judô, balé, natação. Não todos, não queremos sobrecarregar, mas um pra ajudar no emocional. A mãe que comentei anteriormente também tem os mesmo planos, de colocar os meninos em algum esporte. Se ela que já passou por uns 2 anos de estudo tem a mesma ideia que eu tenho, é porque eu devo estar no caminho certo! =)

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